domingo, 5 de dezembro de 2010

A Religião em Senhor dos Anéis



A religião em Senhor dos Anéis.

Como seria O Senhor dos Anéis se existisse a Igreja Católica 1/3.


Para a maioria dos novos fãs de Senhor dos Anéis essa é um hipótese boba, mas os velhos fãs sabem de como Tolkien era um verdadeiro Católico.


Aqui vou divagar não sobre a Igreja que Tolkien escreveria, pois ele seria parcial já que é católico, vou falar sobre a Igreja na visão “imparcial” ou “parcial ruim” para a igreja é claro. Porque se é que alguém pode ser imparcial sobre algo nessa vida.


Nada contra a igreja, até porque estás palavras foram escritas depois de findar o texto e relendo percebo que é uma visão ruim para a igreja.


Vou começar falando sobre o primeiro livro, pois é o que estou lendo e à medida que terminar os restantes continuo a saga. Portanto estes serão posts bem espaçados.


Pois bem, vamos lá.


Pra começar teríamos uma igreja no condado, ou melhor, o próprio condado seria na verdade um priorado. Gandalf nunca foi bem visto no condado, mas nesta versão ele seria considerado um herege e sua livre circulação seria difícil, pois ele não seria vagamente mal interpretado, seria exposto por palavras duras do Padre.


Porém Gandalf, o Cinzento, é muito esperto e não cometeria magias a torto e a direito a fim de não ser declarado Herege realmente, apenas sendo “considerado”. Vendo por este lado a primeira das grandes mudanças no livro é talvez a participação dos jovens Meriadoc e Pipim. Eles não teriam confiança em Gandalf e talvez até em Frodo.


As aventuras de Bilbo teriam proporções muito maiores de duas formas. Já não era bem visto, mas além de mal visto ainda teria uma forma de lei contra si. Enquanto vivo seria visto com desconfiança e a igreja incitaria a fúria do priorado contra ele. Porém, contra os ricos nada acontece seriamente, estaria a salvo de ataques, mas seria dramática sua solidão e não cômica como é em SdA. Portanto a amizade entre Mery, Pipim e Frodo seria tragicamente abalada.


Porque? Há um laço de amizade criado antes mesmo das primeiras folhas de das, porém se houvesse um força justa, ou uma lei, que neste caso a igreja, os pais deles talvez não permitissem que freqüentassem Frodo e Bilbo. Isso acarretaria na não criação de laços que foram determinantes para ambos se manterem ao lado dos Portadores do Anel.


E segundo: Bilbo quando desaparece pela segunda vez primeiro seria um demônio e depois um Santo, eis porque; Está montado o circo perfeito para atrair fiéis e por tabela Doações para o priorado. Um Santo Milagreiro (São Bilbo), Religuias Históricas (Anel Graal) e até mesmo uma historia inexplicável para os padres divagarem em cima.


Lógico, no melhor estilo igreja medieval.


Tudo isso sem nem ainda botarmos o pé na estrada.


Na visão geral a igreja católica teria como ícone maior Saruman. Com certeza um Arce-Bispo “Fuderoso” senão o próprio Papa e com teias maiores ainda. Só que o inimigo teria milhões de vezes mais chances de usufruir melhor da igreja do que de Saruman.


Nossa igreja católica é como um carro em que há quinze passageiros e cada um controla uma parte. Para se fazer certo/bem é preciso que todos façam sua parte, mas para enguiçar/mal basta que um deles puxe o freio, ou vire a roda na direção errada ou mesmo não faça nada, não acelerando por exemplo.


Voltando ao cond... Priorado.


Gandalf encontraria Bilbo e Frodo às escondidas e juntos tentariam fugir de lá, primeiro escapando dos monges missionários que coletam impostos, pois, é lógico que o Anel é na verdade uma relíquia de São Qualquer e deve ser levada ao Vaticano. Aliás, o Vaticano ficaria exatamente onde está Isengard.


Na primeira parte da Viagem muito mais que cavaleiros negros os procurariam e vigiariam seus passos. Aliás, toda e qualquer associação quanto maior mais fácil de ser manipulada, portanto a rede de espiões de Sauron serie além de muito maior, seria “correta”. Tudo que viesse a dizer ao contrario seria herege.


Por Sauron se tratar do mal absoluto e afligir os corações, sobretudo os élficos, inicialmente seria tratado como inimigo, mas da mesma forma absurda que a igreja proíbe coisas básicas como a camisinha, somado ao fato de Sauron ser um gênio, a igreja em algum ponto da historia traria Sauron para o “correto”. Mas isto talvez acontecesse apenas no Retorno do Rei.


Mas não seria de todo o mal, com tantas viagens e com tanta sabedoria Gandalf conheceria acima de tudo os pequenos padres das comunidades pobres. Esses seriam os de mais valia e os que mais ajudariam apesar na enorme pressão exercida pelos cardeais poderosos e corruptíveis. Sendo que talvez houvesse algum bispo ou Prior que mantivesse os seus valores.


Mudando um pouco a linha de raciocínio falarei um pouco dos povos. O adendo principal seria sobre os anões. Lendo o livro aprendi a respeitar muito o povo da montanha, Gimli é um gênio na sua ignorância.


Lembrando de Silmarillion posso dizer que este povo é em especial parecido com ingleses (pelo menos da literatura), moldando as leis aos seus próprios benefícios. Da mesma forma que os ingleses criaram a religião Protestante para poder agir a seu bel prazer e casar seu Rei varias vezes, conforme necessidade, sem ser punido por Roma que não concordava com os casamentos de Henrique.


Esta foi exatamente a atitude dos Anões quando roubaram e mataram um Rei élfico porque diziam que as jóias compradas eram na verdade emprestadas. Mas está explicação vou ficar devendo.


Baseado principalmente nesta atitude historia cravo que os anões são Protestantes. E sendo assim os Elfos são pagãos! Ma Oe. E divididos entre Druidas, Wiccas e afins.


Portanto os humanos (como sempre) ficaram com a bucha do vilanismo que estou apresentando. Nem tanto pela igreja católica, mas pela raça humana.


Os hobbits seriam indecisos não louvando nem a natureza e nem um Deus especifico. Viveriam preguiçosamente como está raça sempre demonstrou viver.


Por nas obras de Tolkien sempre haver uma rixa enorme entre elfos e anões e mesmo assim terem sido superadas por Legolas e Gimli as religiões não influenciariam tanto na trama dos dois.


Voltando a trama...


A primeira parte da viagem até Grã Cava seria mais complicada por eternos entraves proporcionados pela sociedade dominada pelos padres e afins. Depois de atravessaram a floresta e encontrarem Tom Bobadil, o ateu, seu próprio senhor e que não liga para o anel, nem para o graal, chegariam a terra dos Druidas sendo o líder Elrond.


O velho de alma e jovem de corpo Elrond faria seus discursos dizendo que não há lado certo e sim vários pontos de vista. Mas claro, cantando e poetizando.


Lá a sociedade se faria e as religiões se encontrariam. Quatro hobbits sem escolha, um Mago Espírita, pois de Gandalf é o que mais se aproxima, o pagão Legolas, Protestante Gimli, os Antigos Catolicos Boromir e Aragorn (esses são católicos arcaicos).


Até Caradhras o caminho e a historia não teria significativas mudanças, pois há um vazio e a religião age especialmente sobre as pessoas e não sob a verdade da natureza.


Ali entrariam em Moria e na escuridão da montanha os perigos que passariam seria o suficiente para mostrar que a religião correta é a bondade. Perderiam Gandalf o Espírita Cinzento.


Uma nota importante a dizer é sobre as portas de Moura. Ao invés do martelo e da bigorna, e das arvores élficas um crucifixo com Jesus sangrando. E as palavras seriam não em élfico e sim em latim.


Aliás, Élfico seria completamente substituído por Latim.


As entradas de Khazad-dum teriam capelas e nas montanhas não seriam aberturas de ar, mas seria cheia de Vitrais com imagens bíblicas.


Lá encontrariam os Orcs, fiéis a religião escura e o Balrog daria fim a Gandalf. Na corrida para Lothorien seriam interpelados novamente por pagãs, mas de uma ordem diferente e mais bela.


Galadriel e Celeborn seriam daqueles que realizam rituais (talvez sexuais) e o povo de Lothorien é como é, simplistas e maravilhosos.


Acho que o ambiente político-religioso não seria tão forte. Em Lothorien teriam a tranqüilidade para deixar as religiões de lado. No Maximo...haveria pequenas discussões entre Gimli e os Elfos, mas tudo abrandado pela cortesia da hospedagem.


O caminho até a separação da sociedade é novamente marcado por um enorme caminho de solidão. Mas quando a sociedade de quebra as religiões voltam a tona novamente. Boromir por seu ato de amedrontar Frodo acaba dando fama também a Aragorn causando além da racha de Sam e Frodo para com os outros, mas entre Aragorn e Boromir e Legolas e Gimli. Basta saber se a busca por Pimpin e Mery seria maior que as desavenças.


Final da Primeira Parte.


Durante toda está analise boba eu não mudei os rumos da historia para podermos analisar o que aconteceria em cada parte conhecida. Pois se houvesse alterações a historia seria tão outra que não mais senhor dos anéis.


R. Artur 02/12

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pandemônio ou AVida, AMorte E OPoder







AVIDA, AMORTE E O PODER
Pandemônio.

Hoje vou falar sobre a maior das minhas historias. Não no sentido de qualidade ou significância, mas quantidade mesmo. Algo que sempre me incomodou foi a minha completa falta de habilidade para criar historias grandes. Passei por mais de um inicio promissor, mas que logo em seguida ou se tornava vazio ou sem importância. Está historia veio para modificar isto tudo.


Era para ser um conto “grande”, talvez dez ou quinze folhas narrando apenas à vida da personagem que é uma devassa. Monique, a protagonista é sórdida e se entrega a uma vida fácil, mas ao mesmo tempo é vitima e se agarra nas poucas esperanças que tem.
Soma-se a isso uma de minhas obsessões: A boemia do século XIX. Principalmente pela vida decadente que poetas e pintores levavam em Paris na Belle Époque. Portanto nasceu aos poucos um grande diário da Srta Monique.



Este tipo de enredo é adjacente da minha historia mais amada, O Poeta de Saint Clarice.
AVIDA, AMORTE E OPODER ou PANDEMÔNIO é e sempre foi, nasceu para ser e continua sendo a segunda historia na minha vida boemia. O Poeta é com certeza minha maior paixão e isso tem um motivo muito obvio.



O Poeta é uma obra compacta, sem separações e que cada personagem tem uma complexa rede de inspirações e alterações de caráter. Já AVIDA é uma obra dividida em três partes bem distintas. Uma dessas fortes fronteiras é o tipo de narrativa, sendo a primeira parte um diário, portanto em primeira pessoa, a segunda em terceira com a visão externa acentuada e a terceira ainda sob analise.



A primeira parte tornou-se muito maior do que o esperado, porém já terminou e só precisa de ajustes. A Segunda e maior parte também já está além da metade e muda completamente o cenário.



Deixando para trás o século XIX você se encontra em um mundo completamente novo cheio de criaturas bizarras e novas leis. A Quantidade de novas criaturas é tão grande que sinto um medo terrível de me tornar confuso e mesmo assim os personagens são poucos.



Está segunda parte roda em torno de um ser conhecido como O Grande Desejo, ser místico que é o único que parece acompanhar alguma lógica neste lugar de sonhos caóticos.


Em meio a maldições de mulheres sem braços e esfumaçadas, com salamandras de fogos que não se tocam e um ser com fome de pensamentos, todos eles guiados pelo misterioso Bartolomeu Tartaruga. Este que com Monique divide o protagonismo da historia. O fato curioso é que Bartolomeu é uma Tartaruga e está na historia para substituir o anjo da guarda de Monique que é “morto” por uma Criatura nefasta.



O ambiente desta segunda parte, apesar de um mundo hiper colorido, é tão lúgubre quanto a primeira, mas a intensidade é maior, emprestando angustia a torto e a direito aos personagens inseguros e instáveis.



Está historia que já se encontra muito, muito, muito grande está estacionada, pois preciso estudar algumas referencias para dar continuidade com qualidade, porém todos os conceitos principais já estão formados e há tantas respostas quanto perguntas. Realmente não sei se está minha primeira historia “grande” vai ficar boa, mas com certeza estou muito feliz por ter conseguido finalmente a fazer.



Isto me dá muita esperança de escrever com sucesso O Poeta de Saint Clarice e também A Terra Fantástica que são meus principais amores.
Por hora é essa a resenha, muito obrigado por me acompanhar.
Tixau.




Ramon Artur
05/11/10

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Deusa do Topo do Mundo


A Deusa do Topo do Mundo é um poema meu antigo, que foi revisado e reescrito para ficar mais fluente e ter melhor compreensão.
O Poema é uma narrativa de uma Deusa que sempre se apaixona por mortais e acaba sofrendo sempre que um deles morre. Até um mortal realmente encantador entregar-lhe o coração e as forças.
Acho que: Vale a pena ler.

Download em PDF: http://www.4shared.com/document/cfU20Hdx/A_Deusa_do_Mundo.html


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reino de São-Ninguém


Em um reino não tão grande e nem tão distante, que vivia a sombra de um reino um pouco maior e um pouco mais distante, reinava o príncipe sapo. Este príncipe que já era Rei há muitos anos, mas que não queria se chamado de Rei para não se sentir velho, governava com sabedoria e oportunismo.

Este reino chamava-se Reino de São-Ninguém. Enquanto seu vizinho maior e mais rico era chamado de Reino de São-Everybody. O Rei de São-Everybody era mais forte, mais poderoso e mais déspota que o Rei de São-Ninguém. E para que todos soubessem da sua fama e poder inatingíveis, obrigava aos Reis dos reinos vizinho a usar nomenclaturas de outra ordem.

Além do Reino de São-Ninguém que era governado pelo príncipe sapo, ainda existia o Reino de Um-pouco-mais-pra-lá governado pelo sultão Leão e o Reino de Bonitinho-e-Ordinario governado pela Duquesa Devassa.

E estes reinos apesar de chamados co-irmãos não se misturavam, e mais, odiavam-se com toda a força possível. Os Ninguéns insistiam em dizer que depois de Everybody eram os melhores, enquanto os Bonitinhos diziam que não tinham água potável no reino, mas tinham belos bosques enquanto os que moravam mais pra lá nada comentavam, apenas remoinham invejas.

Este é o cenário político que a nobre monarquia de Ninguém teria de agüentar para dar um governo justo a seu povo. Porém, todo o mês era preciso que os cachorros, guardas reais, interviessem contra humanos revoltosos. Como o castelo de São-Ninguém ficava na fronteira com São-Everybody, o povo reclamava que os governantes não davam a devida atenção aos conterrâneos, apenas usufruindo das belezas do outro reino.

O Príncipe sapo, santo senhor, era casado a muitos e muitos anos com a Princesa Léia. Este casamento foi fundamental para acalmar os ânimos plebeus em uma revolta armada que aconteceu a 10 anos no reino.

A Lindíssima Léia era o braço direito de Velho Pool Linch, um padre que antes do monastério foi matador de aluguel de São-Everybody e que

foi exilado para São-Ninguém. Impulsionado pela falta de trabalho e comida, Pool liderou um bando de capiais contra o Príncipe sapo, afim de tomar o poder e eleger um novo governante, do povo.

Quando o povo cercava o Castelo de São-Ninguém e o Príncipe Sapo já temia que sua guarda de cachorros não fosse capaz de amassar, destruir, ferir, machucar, assustar, linchar, ferrar, fuder a grande maioria de capiais, suas raposas conselheiras resolveram intervir.

Mandaram um rapazinho de catorze anos falar com os revoltosos. Depois de muito apanhar o rapaz chamado de João plantador de Feijão apanhou muito mais, antes de conseguir trocar uma “prosa” com Velho Pool Linch.

Ficou acertado que Pool, Léia e Rubiam, o mais destemido e poderoso camponês de São-Ninguém iriam conversar com o Príncipe. Rubiam que era um moreno alto de traços bem marcados e braços fortes era o desejo de todas as camponesas, já que, todo e qualquer nobre eram proibido de casar, ou ter qualquer tipo de relacionamento que formal, com um putapobre.

Portanto, Rubiam tornou-se o melhor partido para as plebéias. Aproveitando-se deste aspecto, ele comeu quase todas as menininhas da cidade e de tanto brincar de médico agora já era professor. Porém, e impressionantemente ele se apaixonou pela bela revoltosa Léia..

Ela que desgostosa do tipo de homem que era Rubiam desdenhou por muito tempo dele, mas quando percebeu que Rubiam poderia ganhar muito dinheiro, por ser sempre favorecido diante de sua beleza, resolveu casar-se com o capiau.

Estavam prestes a se casar quando a revolta teve inicio, vendo, ambos, uma oportunidade de casamento melhor, ou não, adiaram para depois da revolta. Na pior das hipóteses casariam como já era previsto.

Enfim...

Quando chegaram ao castelo o Príncipe sapo os recebeu com um grande banquete, dizendo que as sobras poderiam ser levadas para seus companheiros de guerra.

Porém, a fome era tão grande e a consciência tão pequena que disseram somente:

- Oh grande príncipe, sabeis que somos humildes, mas muito honrado e não cometeríamos gafe como está.

Portanto, comeram a noite toda até esquecerem o que haviam ido fazer ali.

Do lado de fora, a multidão aflita começava à arquitetar planos para resgatar seus lideres. E lá dentro Rubiam e Léia espreitavam pelos cantos e faziam das suas “plebeiadas”, coisas pós-vinho. Léia pela primeira vez sentiu um amor verdadeiro por Rubiam, disse-lhes palavras de amor e quis amar por uma eternidade. Adormeceram.

As raposas, que, conselheiras muito astutas, mandaram chamar Pool e lhes falaram sobre o futuro da comitiva. Disseram das idéias que tinham. Construir uma nova Catedral e que procuravam um homem de sabedoria. Além de confidenciar que o Príncipe Sapo, ficara muito impressionado com a estonteante beleza de Léia.

Léia que alheia a tudo isso passara a noite acariciando seu amado Rubiam e lhe beijava a fronte com carinho.

Na manhã seguinte Pool foi confidenciar a Léia suas novas informações enquanto Rubiam roncava bêbado no quarto.

E Toda boa estratégia consiste em apenas desviar atenção.

No dia seguinte, quando a revolta armada de inchada preparava uma tentativa de invasão, Léia e Pool saíram para falar a seus companheiros.

- Oh amigos e amigas – começou Pool – Alegrais vossos corações, uma nova era acaba de nascer – o povo confuso permanecia em silêncio – O Príncipe Sapo acaba de coroar um acordo da mais magnificência e bondade.

- O que aconteceu? – gritou um plebeu assustado.

- Vosso senhor – continuou solene – Enamorado da plebéia Léia resolveu que – respirou fundo e disse profuso – Ira casar com nossa querida e bondosa companheira e – enfatizou – pobre.

O povo sem saber se festejava e o que festejar fez grande murmurinho de apreensão, até um senhor de idade gritar:

- Então Léia vai virar rainha e nós vamos continuar na merda?

- Mas é claro que não – o tom de Pool era de absoluta ofensa – Além disto, para que o casamento se realize, uma Catedral será erguida e eu que já fui padre serei reerguido a meu posto e então realizarei o casamento entre a nobreza e o povo.

Agora sim o povo explodiu em alegrias e salvas de palmas, a união entre uma plebéia e um nobre era o fim de um paradigma cruel, muitas das camponesas que serviam de amantes para nobres poderiam ser erguidas a nobreza local. Porém a festa durou apenas o suficiente para o velho voltar a gritar:

- Então Léia ira se tornar princesa, você padre, prior, cardeal, sei lá...e nós ficaremos na merda? – O povo concordou e o murmurinho agora de indignação foi bem mais alto.

- Mas é claro que não – repetiu Pool confiante – A Catedral terá de ser construída por alguém não é? – as pessoas captaram a mensagem a balançavam a cabeça em aprovação – Famílias inteiras serão contratas, haverá trabalho para todos – continuava Pool – Não só pedreiros, mas tabernas para preparar os hidromel e mulheres para fazerem a comida, será a nova revolução popular.

O Povo que eufórico cantarolava e explodia em alegrias, agora, gritava em louvor de Padre Pool, Princesa Léia e do Príncipe Sapo. Foram poucos porém a lembrar do destemido Rubiam.

- Atenção senhores e senhoras – disse uma vez mais Pool – Contra essa nova fortuita aventura, ainda há um ultimo obstáculo – falou – Dentre todos estes benefícios apresentados por vossa majestade, um único ser é contra a resplandecência de uma nação de irmãos, para dar vazão ao seu ego egoísta e misantropo.

- Matem-no então – gritou um grupo de jovens em êxtase.

- Sim, faremos então como manda o povo – disse – executaremos amanhã o bastardo Rubiam.

Mesmo que alegres pela graça conquistada o povo se comprazia com Rubiam e parou para escutar: - Mas o que ele fez Santo Pool?

- Não aceitou o acordo e disse que queria ser Rei para governar não para nós como faz o Príncipe Sapo, mas para ele e sua família medíocre – a plebe balançou a cabeça negativamente.

- Léia não era noiva dele? – gritou um homem.

- Sim, mas foi somente depois de Rubiam rejeitar está boa mulher que Príncipe Sapo resolveu casar-se-á com ela. – silêncio – Rubiam disse, com estás palavras – Pool respirou fundo antes de completar com ênfase e voz grave – Jamais me casaria com uma porca plebéia, agora que posso ser nobre, jamais tocarei novamente naquele povo imundo.

Xingamentos de todos os lados.

- E foi somente por isto que o Príncipe sapo, sob sua mais pura candura, não cedeu à coroa a um plebeu – um grande ah! De admiração se seguiu – Pois ele não seria um bom governante. E hoje posso afirmar como disse um bondoso ser no passado. Há de ser povo para entender um príncipe e há de ser príncipe para entender um povo.

O povo explodiu em salvas e alegria, entre pedidos de mortes e fanfarra de vida.

Uma semana depois Rubiam foi posto na forca e quem lhe abriu o cadafalso foi Léia. Rubiam disse:

- Oh Léia, não me mate, agora que vais se tornar Princesa, não me mate, amo-te tanto, porque faz isto comigo?

Léia que era rios de lagrimas lhe falou antes de puxar a alavanca fatal:

- Não farias diferente Rubiam, amo-te demais, mas este amor é novo e não enche barriga.

- Mas eu poderia cuidar-te e alimentar-se, poderia eu encher tua barriga.

- Mas não meu ego – e puxou abrindo sobre os pés de Rubiam a morte. Depois disto, Léia nunca mais lembrou sequer de Rubiam.

Um mês depois Léia foi coroada princesa de São-Ninguém.

Dois meses depois a construção da Catedral começou e Pool recrutou criteriosamente um membro de cada família para trabalhar na pequena obra. Assim, todas as famílias continuavam miseráveis, mas reféns da coroa pois, a única fonte de renda delas vinha do miserável salário pago pelo rei.

E sempre que os populares ensaiavam uma nova revolta, o rei demitia seu familiar da obra, deixando assim a família na miséria. Com este sistema de governo o Príncipe sapo foi feliz para sempre, até o próximo problema.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Politicagem


Eu ia guardar este assunto para depois mas, como eu não consigo escrever sobre a minha historia vamos filosofar.

No meu ultimo post sobre Filosofia eu havia deixado um pergunta. Votar no virtualmente derrotado mas, bom candidato ou em um candidato mediano que tenha chances consideráveis. Partindo do ponto de vista que: O Pior está liderando as pesquisas.

Para deixar mais claro vamos exemplificar com o atual cenário político brasileiro. Vamos deixar a candidata Dilma (podemos usar nomes afinal) no papel de péssima presidente. O candidato Serra como um candidato medíocre, mas melhor que Dilma e a candidata Marina como o Anjo salvador de nosso senhor.

Hoje temos a Dilma quase vencendo no segundo turno, o Serra com boas chances de conseguir chegar ao menos no segundo turno. E a Marina coitada, votos mesmo só no Acre e CIA.

Seri

a inteligente da sua parte jovem bunda mole desperdiçar seu voto tentando eleger a Marina? Mesmo sabendo que ela tão tem chances. E não me venha com esse papo de “quem sabe”. Ela não tem chances e ponto final.

Pense, você votando na Marina é a mesma coisa que votar na Dilma pois:

Se a Dilma manter seu eleitorado de mais de 50% cada voto que não vá para o segundo colocado é um voto a favor. Bom seria para ela se houvesse mais trinta e cinco mil oitocentos e quarenta e quatro candidados, assim, dispersando os votos indecisos.

Olhando pelo lado mais frio e analítico da coisa toda, não seria ruim votar no c

andidato medíocre, assim poupando o Brasil de um péssimo governo. O Voto deve ser inteligente e não apenas tiririquês.

Cada cargo tem suas particularidades tais como:

O Voto de Deputado Federal deve ser levado em conta também, o lugar de onde vem o candidato. Afinal, candidatos da sua região trarão recursos para a mesma. Não é apenas questão de saber quais a propostas e orientar-se a respeito da idoneidade do candidato, é muito mais complexo que isso.

Além do que, você provavelmente não conhece e nem teve oportunidade de bater um papo com candidatos de Senador para cima, então seja inteligente e use todos os recursos possíveis. Não que eles sejam suficientes.

Voltando aos nossos presidenciáveis, com este tipo de pensamento chegamos a conclusão que o mais correto seria votar no candidato Serra correto? Errado, a menos que você seja um merda e que queira um mais mais ou menos.

Um salário mais ou menos, uma família mais ou menos, mais ou menos três filhos, um estudo mais ou menos mais ou menos gay ou hétero e até daqui a alguns anos ser mais ou menos broxa. Decida-se porra.

Sendo assim nós na verdade só temos uma solução para este imbróglio.

Votar na Marina. Não!

A menos que, você seja um militante.

Se você é inteligente o suficiente pra pensar que em tudo isso, que a Marina está virtualmente derrotada e que o Serra não é muito ruim, mas também não é bom, você será suficientemente inteligente pra lutar por isso.

Opinião pessoal. Você só ganha o direito de votar em quem quiser (a menos que esteja ganho) se votar lutar por isso, militar pela causa, vestir a camisa e hastear a bandeira (musica aqui).

E não precisa nem entrar em partido, mas argumentar inteligentemente com amigos, ou seja, convence-los.

Está de convencer é fazer a mesma coisa que todos os políticos, os bem intencionados e os maus, preocupam-se primeiro em convencer e depois em trabalhar.

O correto seria fazer as pessoas pensarem e decidir por si própria mas, não sou e acredito que você também, tão bonzinho assim. Espero que meu candidato ganhe e sejamos um país espuleta de tão bão.

Então, se você é melhor que Filosofe e mantenha a cabecinha alheia sempre livre, senão, simplifique e faça o bem convencendo os “zé ruelas” a pensar um pouco.

Percebe a diferença?


OBS: EU VOTO DILMA 13

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você é Deus, meu filho.


Pense no universo como um grande corpo, ou melhor apenas um corpo, sem medidas ou limitações. Pense em tudo como um corpo humano. O Universo é o corpo, as galáxias os membros e os sistemas solares como os órgãos.


Pense no sangue como as estrelas, os cometas e asteróides. E até o buraco negro você pode imaginar como o buraco negro, jogando tudo para fora, para o outro lado, eliminando o que vai por ali.


A terra é uma das células deste corpo universal, e você é imensamente insignificante, exatamente como um pedaço de célula, como um nucléolo, você não significa quase nada para este todo imenso universal colossal.


Será?


E este corpo imenso é chamado de Deus. E ele só é onipresente porque por todo o lado que você vá, você está nele. Caminhando de seu florido coração até sua bílis em ebulição. Ele só onisciente porque cada atitude que você toma reflete em sua face, sua dor ou seu alívio. E ele não pode ti querer mal ou não ti querer, pois vocês são um só.


Este Deus é Onipotente, ele tem o poder de ti matar, de ti fazer viver. Ele pode ti dar uma vida boa ou ruim, tal como você da a teu corpo comendo porcarias ou verduras.


Será que você consegue ver quão senhor de tudo e de nada você é?


E uma ultima pergunta.


Neste lugar de todas as possibilidades que tipo de célula você é?


Que tipo de reação você provoca neste lugar?


Você causa a AIDS se aproveitando e sugando a sua célula/planeta até que ela se converta a iguais a ti e vá tomar a vida do próximo saudável que possa lhe ater?


Ou tu és como um glóbulo branco que o defende incessante, mesmo que sendo impotente quanto aos outros insignificantes deste caos?


Elétrons, Prótons e até Neutros, cada um tem sua particularidade e sua mínima importância. E até mesmo os Leucócitos podem causar Lupus.


De tudo isso você pode tirar um conclusão: Você é Deus.


Mesmo infinitamente insignificante, você significa muito para este Deus que você é.



Universo, Uni-corpo, Um conjunto: Por Ramon Artur

26/09/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Filosofia

Filosofia

Uma das sessões fixas do blog vai ser sobre Filosofia.

É chato? Talvez, mas a própria definição de “filosofia” para mim já é um erro e começa a construir o estereotipo chato. A Filosofia não passa de puramente pensar!

Não deveríamos estudar Filosofia, deveríamos ser instigados a pensar, a tirar nossas próprias conclusões. Isso é o que aqueles que deram o nome de Filosofia a filosofia queriam fazer, mas professoras medíocres que não se cansam de escrever textos sobre a vida de Descartes, Sofistas, Platão e Sócrates, transformaram a Filosofia pura em historia da Filosofia. Não que seja ruim,

mas tiraram o principal. Acredite, você também é um Filosofo.

Aliás, a meu ver todo debate é filosofia. Sendo assim, vou tentar falar de uma filosofia que se encaixe nos nossos dias. Vamos tentar aplicar pensamentos “clássicos” ao dia de hoje.

Exemplo:

Para você, qual o correto?

Votar em um candidato que virtualmente não tem chances, mas é o melhor e o único com uma capacidade psicológica e idoneidade, assim desperdiçando seu voto? Ou votar no menos pior para que melhore pouco mas melhore? Assim lutando para que um candidato sem condições ganhe?

Filosofia, nos vemos em breve.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Despertar da Primavera

O Primeiro dos três clássicos que vou apresentar no BLOG é uma peça teatral, uma tragédia alemã escrita por Franz Wedekind em 1891. E também foi uma grande influencia para os posteriores romances europeus, inclusive para o segundo clássico que apresentarei aqui.


O Despertar da Primavera é ambientada em uma sociedade extremamente repressora e composta por personagens medíocres como ser humanos e cheios de duvidas e falhas. Exatamente o que dá uma identidade mais verossímil às personagens da trama.


Essa sociedade rígida a princípios moralistas e demagógicos em contraste com os jovens perdidos e revoltados desenvolve umas das melhores e mais tristes tragédias que já pude acompanhar.


Demonstra com habilíssima sutileza como é perigoso ser um livre pensador e também que a ignorância, truculência e mentira com a juventude só pode acarretar maus frutos.


O historia gira em torno de um grupo de garotos que não sabem nada ou muito pouco são impedidos de confrontar suas duvidas e medos com qualquer um que não seus mais fiéis amigos. Estes que sabem tanto quanto eles próprios. E neste circulo de ignorância mutua observamos o nascimento de dor, sexualidade, covardia, patifaria e principalmente sofrimento.


A Peça que é muito licenciosa e traz a fundo uma melancolia suprema é um retrato de uma sociedade ultrapassada e que tem medo de si própria. Com o decorrer da trama você percebe que não só eles são ignorantes, mas também todos os adultos que o cercam, sendo repressores por não quererem que os filhos lhes façam aquelas perguntas que eles mesmos não saberiam responder. E até mesmo respostas simples são vistas como coisas de um verdadeiro mal feitor. Apenas repetem as atitudes dos pais.


Essa combinação trágica de repressão adulta e duvidas adolescente dá o tom a todo o texto hiper melancólico de O Despertar da Primavera, é impossível ficar indiferente. Talvez fique é triste.


Com essa onda Funk, a Internet e a banalização do sexual a peça poderia até parecer ultrapassada, afinal temos crianças que podem até lhe explicar o caminho do espermatozóide até o óvulo, mas; Observando de um ponto de vista mais atual, pode-se transcender as duvidas que não existem mais e observar o mesmo modo repressor na nossa sociedade atual.


Os pais que ou escondem suas filhas dos outros garotos ou a Tv que tentando ser moderninha acaba inventando modernos contos da cegonha.


Para exemplificar isso temos a personagem Wendla que não tendo uma duvida sua esclarecida pela mãe (como se fazem os bebês), acaba sendo estuprada justamente pelo único personagem capaz de fugir desta ditadura mental e indagar a sociedade. Isso mostrasse trágico de duas formas.


Primeiro, a mãe que acusa sua filha de traição não ensinou e pior, fantasiou o ato sexual com o conto da cegonha. E quando a filha disse que não havia feito nada de errado ela estava dizendo a verdade, afinal ela não tinha pedido bebê algum para a cegonha ( ao contrario dos atos cientes, executados pelas funkeiras do Brasil afora.


Segundo, mesmo aquele que consegue pensar e romper esse concreto pseudo-intelectual e politicamente correto que cerca TODAS as gerações, mesmo sendo um pensador livre, ele ainda é um ser humano. Refém dos impulsos, refém das duvidas, dos sonhos e passível a erros que a nós parece tão grosseiros que não é possível comete-los. Acima de tudo expõe a natureza humana que não pode ser dividida ou classificada como o bem e o mal.


Talvez não haja classificação para coisa alguma, mas é do ser humano ter de, classificar para assim aprender e todas as comparações tem de ter um elemento comparativo e infelizmente (ou não) esse elemento é sempre decidido pelo vencedor, ou o mais poderoso, ou inteligente, ou cruel ou como queira chamar. A verdade é que existem para tudo vários ângulos e nós só vemos de um deles.


Vale muito a pena ler essa peça brilhante, uma verdadeira critica a sociedade totalitárias e que restringem os pensamentos aos seus conceitos de moral.


Talvez seja errado matar, mas jamais será errado indagar o porquê não, ou qualquer outro por que. Você não só deveria, como deve sempre conhecer o processo e não só a resposta. Ou você nunca poderá resolver só seus próprios dilemas.


Lembre-se, Se você souber como funciona a matemática você poderá fazer seus próprios cálculos, ao invés de só decorar a tabuada.


E para finalizar, deixo disponível uma das adaptações, já que existem muitas. E também uma musica do musical “O Despertar da Primavera” que é apresentado no Brasil. Está musica aos mais desatentos pode parecer boba ou então “zueiristica”, mas, se você tiver sensibilidade o suficiente para captar a beleza e a arte nesse verdadeiro depoimento sexual, vai sentir a pureza suja da juventude.


Exatamente como diz a letra, o meu grito em silêncio.


PEÇA EM PDF: http://www.4shared.com/document/iOMMy3wW/O20despertar20da20primavera20-.html


MUSICA: http://www.4shared.com/get/1ON-N3m0/Nessa_merda_de_vida__The_bitch.html



Historias de um Despertar de Poetas

Helloi



Bom, acho que eu deveria me apresentar.


Mas não há melhor maneira de me conhecer do que clicar em um dos muitos links que há no blog e que irão lhe direcionar a uma pagina para nossa melhor relação.


Farei então um outro tipo de apresentação.



A do blog.



A do blog.


Fiquei pensando a algum tempo sobre o que eu realmente iria escrever aqui. Literatura, filmes, cinema, eu mesmo. Realmente não queria me limitar a nada disso, mas mesmo assim precisava identificar algum ponto em comum entre meus textos e o que procuram aqui.


Pois bem. Pensando o porquê de eu escrever e também de chorar algumas vezes olhando paras as árvores ou pensando na vida ou ouvindo uma musica ou sentindo saudade, eu encontrei o tema perfeito.


A Beleza.


Sinceramente eu não sei se a beleza fez mais bem ou mais mal para humanidade. Ma todo, TODO artista de alguma forma a perseguiu. E longe de me auto-intitular artista é a beleza que eu procuro quando leio algum livro novo.


A tragédia de um menino puro, mas sapeca de Meu pé de Laranja Lima, ou o amor suicida de A Dama das Camélias, ou o surpreendente narcisismo de Dorian Gray e até mesmo o maquiavelismo de O Príncipe.


Há em tudo isso uma beleza rara. Uma beleza tão rara de se ver ou sentir, de ser captada. O artista de verdade não passa de um observador, de uma antena que sintonizada corretamente e envia as verdadeiras formas para os obtusos captarem melhor.


A Beleza é o que nos deixa alegres e felizes ou encantados e perdidos. A beleza de uma poesia de uma moça ou do silêncio. A Beleza é multifacetada, pode-se encontra - lá em um rapaz sem dentes sorrindo para o fotografo. Ah, a beleza.


E a falta dela tira as esperanças dos homens e assim acabou-se a vida.


Portanto este blog falará do que é belo, falará da vida. E tenho dito.


E para começar bem, falarei sobre três clássicos. Os nomes dos três foram unidos, resultaram no não tão belo assim, titulo deste texto. Até para aguçar a mente de algum curioso que queira descobrir sobre quais obras primas irei falar.


As duas primeiras são clássicos consagrados, já a terceira é uma indicação pessoal.


Apenas para agradecer a qualquer um que me leia, pois aquele que diz que escreve para si próprio ou é um grande mentiroso ou um grande tolo, um pequeno pensoema. Mistura boba de pensamento com poema:










Não me entenda mal, mas pode também não me entender bem.


Sabe, estou cansado de tudo isso, de tudo que me cerca e me acerta em cheio exigindo ,pedindo, subtraindo do meu ser.


Sou uma rocha, uma parede concreta de concreto batido e chapiscado, mas não é assim que sou; Na verdade sou mole, leve e abstrato.


Sou invisível, irreconhecível, mundanamente celeste.


Fico forte sem o ser de verdade, vou sugando forças de minha própria alma e com isso diminuindo o meu ser, vou sendo aquilo que tenho de ser.


Minha graça colorida agora é cinza e forte, mas a força não é bela é cheia de feiúras fortificantes, não quero ser assim, tenho de ser assim.


Acho que minha missão na terra é completamente celeste, mas se em todas as vidas há uma missão, nunca terei tempo de apenas ser assim como sou. Assim que a vida acabar, começa a morte que é tão cândida quanto tudo o que há aqui.


Cansaço, nada mais pode me definir.








R. Artur