sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pandemônio ou AVida, AMorte E OPoder







AVIDA, AMORTE E O PODER
Pandemônio.

Hoje vou falar sobre a maior das minhas historias. Não no sentido de qualidade ou significância, mas quantidade mesmo. Algo que sempre me incomodou foi a minha completa falta de habilidade para criar historias grandes. Passei por mais de um inicio promissor, mas que logo em seguida ou se tornava vazio ou sem importância. Está historia veio para modificar isto tudo.


Era para ser um conto “grande”, talvez dez ou quinze folhas narrando apenas à vida da personagem que é uma devassa. Monique, a protagonista é sórdida e se entrega a uma vida fácil, mas ao mesmo tempo é vitima e se agarra nas poucas esperanças que tem.
Soma-se a isso uma de minhas obsessões: A boemia do século XIX. Principalmente pela vida decadente que poetas e pintores levavam em Paris na Belle Époque. Portanto nasceu aos poucos um grande diário da Srta Monique.



Este tipo de enredo é adjacente da minha historia mais amada, O Poeta de Saint Clarice.
AVIDA, AMORTE E OPODER ou PANDEMÔNIO é e sempre foi, nasceu para ser e continua sendo a segunda historia na minha vida boemia. O Poeta é com certeza minha maior paixão e isso tem um motivo muito obvio.



O Poeta é uma obra compacta, sem separações e que cada personagem tem uma complexa rede de inspirações e alterações de caráter. Já AVIDA é uma obra dividida em três partes bem distintas. Uma dessas fortes fronteiras é o tipo de narrativa, sendo a primeira parte um diário, portanto em primeira pessoa, a segunda em terceira com a visão externa acentuada e a terceira ainda sob analise.



A primeira parte tornou-se muito maior do que o esperado, porém já terminou e só precisa de ajustes. A Segunda e maior parte também já está além da metade e muda completamente o cenário.



Deixando para trás o século XIX você se encontra em um mundo completamente novo cheio de criaturas bizarras e novas leis. A Quantidade de novas criaturas é tão grande que sinto um medo terrível de me tornar confuso e mesmo assim os personagens são poucos.



Está segunda parte roda em torno de um ser conhecido como O Grande Desejo, ser místico que é o único que parece acompanhar alguma lógica neste lugar de sonhos caóticos.


Em meio a maldições de mulheres sem braços e esfumaçadas, com salamandras de fogos que não se tocam e um ser com fome de pensamentos, todos eles guiados pelo misterioso Bartolomeu Tartaruga. Este que com Monique divide o protagonismo da historia. O fato curioso é que Bartolomeu é uma Tartaruga e está na historia para substituir o anjo da guarda de Monique que é “morto” por uma Criatura nefasta.



O ambiente desta segunda parte, apesar de um mundo hiper colorido, é tão lúgubre quanto a primeira, mas a intensidade é maior, emprestando angustia a torto e a direito aos personagens inseguros e instáveis.



Está historia que já se encontra muito, muito, muito grande está estacionada, pois preciso estudar algumas referencias para dar continuidade com qualidade, porém todos os conceitos principais já estão formados e há tantas respostas quanto perguntas. Realmente não sei se está minha primeira historia “grande” vai ficar boa, mas com certeza estou muito feliz por ter conseguido finalmente a fazer.



Isto me dá muita esperança de escrever com sucesso O Poeta de Saint Clarice e também A Terra Fantástica que são meus principais amores.
Por hora é essa a resenha, muito obrigado por me acompanhar.
Tixau.




Ramon Artur
05/11/10

Um comentário:

  1. Interessante essa sua história. Apesar de eu não ter referência nenhuma sobre ela, você conseguiu despertar o desejo de conhecê-lá. Sei bem como é criar histórias grandes, e de fato, acabamos criando-a como se fosse um filho onde a vemos crescer e amadurecer. No fim, não há como não nos apaixonarmos por ela.
    Pelas suas palavras, parece que há uma profunda empatia entre você e sua criação, e tenho certeza que irá conseguir concretizá-la. Além disso, parece ser uma história cheia de referências literárias à épocas antigas, um aspecto atrativo e vistoso que não é qualquer um que consegue desenvolver.
    Só posso desejar boa sorte nesta sua empreitada. ;)

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