quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ciudad


Há luzes na Ciudad.

Em Porto Leão, região as margens do mar de prata existe uma pequena cidade deveras hospedeira. Há no povo inteiro de lá uma cortesia não encontrada no restante do povo Leonino.


E de tão rara e tão pequena esta cidade recebeu o singelo nome de “Ciudad”, que não passa de cidade em outra língua. O nome foi dado pelos comerciantes que ancoravam no porto. É sabido de todos que o povo Leonino é quase sempre tão destemido quanto desconfiado, mas em Ciudad há uma maré de confiança e bonança.


Os viajantes tinham um ditado muito usado do lado de lá do mar de prata para definir a Ciudad. “Para lá está o campo de batalha, para cá, nossa cidade”.


Foi somente por ser este ambiente propenso que a Ordem de Freire pode instalar um novo tipo de vigília em Ciudad. Aqui não há condes e barões, não há príncipes e burgos, aqui há apenas O Castelo do Rei.


E mesmo assim, raramente o Rei tem tempo para o sossego e calma do lugar, sendo ele próprio o mais agitado e conturbado os Leões. Portanto, há muitos anos atrás a região foi oferecida a Ordem de Freire, sendo ela responsável por cuidar, zelar e proteger tanto Ciudad quanto o Castelo do Rei. E Para isso o Rei além de pagar uma quantia anual aos Freires, ainda lhes consegue parte dos vindouros da terra.


Aqui, há um Sub-Capitão de Guarda chamado Pioravantti, baixo, gordo, fraco e inteligentíssimo. De tão tranqüila que há a região, a Ordem nem ao menos destacou um verdadeiro Comando para Ciudad, ficando a sua grande cúpula regional em Porto Leão.


Pioravantti teve (a meu ver) a mais brilhante das idéias (literalmente). Em uma verdadeira batalha diplomática conseguiu convencer os moradores que era possível instalar archotes magros e altos por toda a cidade, nas vielas, no palácio, em torno do muro e até mesmo entre as casas.


Todas as contra-argumentações foram vencidas quando um Freire demonstrou o projeto da lanterna que seria içada em postes sob as cabeças e casas. Todo o fogo ficaria sempre dentro de uma bola de vidro onde estaria água até o tampo, evitando assim que com prováveis quedas incêndios começassem.

Pois bem, foram alguns anos e muitos testes e mudanças até Ciudad ser completamente coberta por grandes braços de ferro que iam do chão até a altura de três homens e depois curvando-se para o lado, ficando paralela ao chão e terminando em um gancho.


Por causa desta engenhoca nasceu duas novas profissões. Os donos das luzes e os donos da chama. E estes eram os nomes bonitos, claro.


Os donos das luzes eram servos da casa dos Freire, rapazolas que eram ou escudeiros ou meros serviçais. Estes passavam o dia rodeando a Ciudad trocando o combustíveis das lanternas.

Já os Donos das Chamas eram cavaleiros da Ordem dos Freire, mas iniciantes ou de níveis inferiores. Eles passavam a noite cavalgando com grandes lanças com archotes acesos nas pontas.


Estes tinham a honra e o dever de ascender as lanternas e de manter acesas durante a noite inteira.


E foi por causa de Alegro que no fim de tudo, estás profissões tornaram de alguma forma Nobre.


Está é apenas um apêndice de uma historia muito maior.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Religião em Senhor dos Anéis



A religião em Senhor dos Anéis.

Como seria O Senhor dos Anéis se existisse a Igreja Católica 1/3.


Para a maioria dos novos fãs de Senhor dos Anéis essa é um hipótese boba, mas os velhos fãs sabem de como Tolkien era um verdadeiro Católico.


Aqui vou divagar não sobre a Igreja que Tolkien escreveria, pois ele seria parcial já que é católico, vou falar sobre a Igreja na visão “imparcial” ou “parcial ruim” para a igreja é claro. Porque se é que alguém pode ser imparcial sobre algo nessa vida.


Nada contra a igreja, até porque estás palavras foram escritas depois de findar o texto e relendo percebo que é uma visão ruim para a igreja.


Vou começar falando sobre o primeiro livro, pois é o que estou lendo e à medida que terminar os restantes continuo a saga. Portanto estes serão posts bem espaçados.


Pois bem, vamos lá.


Pra começar teríamos uma igreja no condado, ou melhor, o próprio condado seria na verdade um priorado. Gandalf nunca foi bem visto no condado, mas nesta versão ele seria considerado um herege e sua livre circulação seria difícil, pois ele não seria vagamente mal interpretado, seria exposto por palavras duras do Padre.


Porém Gandalf, o Cinzento, é muito esperto e não cometeria magias a torto e a direito a fim de não ser declarado Herege realmente, apenas sendo “considerado”. Vendo por este lado a primeira das grandes mudanças no livro é talvez a participação dos jovens Meriadoc e Pipim. Eles não teriam confiança em Gandalf e talvez até em Frodo.


As aventuras de Bilbo teriam proporções muito maiores de duas formas. Já não era bem visto, mas além de mal visto ainda teria uma forma de lei contra si. Enquanto vivo seria visto com desconfiança e a igreja incitaria a fúria do priorado contra ele. Porém, contra os ricos nada acontece seriamente, estaria a salvo de ataques, mas seria dramática sua solidão e não cômica como é em SdA. Portanto a amizade entre Mery, Pipim e Frodo seria tragicamente abalada.


Porque? Há um laço de amizade criado antes mesmo das primeiras folhas de das, porém se houvesse um força justa, ou uma lei, que neste caso a igreja, os pais deles talvez não permitissem que freqüentassem Frodo e Bilbo. Isso acarretaria na não criação de laços que foram determinantes para ambos se manterem ao lado dos Portadores do Anel.


E segundo: Bilbo quando desaparece pela segunda vez primeiro seria um demônio e depois um Santo, eis porque; Está montado o circo perfeito para atrair fiéis e por tabela Doações para o priorado. Um Santo Milagreiro (São Bilbo), Religuias Históricas (Anel Graal) e até mesmo uma historia inexplicável para os padres divagarem em cima.


Lógico, no melhor estilo igreja medieval.


Tudo isso sem nem ainda botarmos o pé na estrada.


Na visão geral a igreja católica teria como ícone maior Saruman. Com certeza um Arce-Bispo “Fuderoso” senão o próprio Papa e com teias maiores ainda. Só que o inimigo teria milhões de vezes mais chances de usufruir melhor da igreja do que de Saruman.


Nossa igreja católica é como um carro em que há quinze passageiros e cada um controla uma parte. Para se fazer certo/bem é preciso que todos façam sua parte, mas para enguiçar/mal basta que um deles puxe o freio, ou vire a roda na direção errada ou mesmo não faça nada, não acelerando por exemplo.


Voltando ao cond... Priorado.


Gandalf encontraria Bilbo e Frodo às escondidas e juntos tentariam fugir de lá, primeiro escapando dos monges missionários que coletam impostos, pois, é lógico que o Anel é na verdade uma relíquia de São Qualquer e deve ser levada ao Vaticano. Aliás, o Vaticano ficaria exatamente onde está Isengard.


Na primeira parte da Viagem muito mais que cavaleiros negros os procurariam e vigiariam seus passos. Aliás, toda e qualquer associação quanto maior mais fácil de ser manipulada, portanto a rede de espiões de Sauron serie além de muito maior, seria “correta”. Tudo que viesse a dizer ao contrario seria herege.


Por Sauron se tratar do mal absoluto e afligir os corações, sobretudo os élficos, inicialmente seria tratado como inimigo, mas da mesma forma absurda que a igreja proíbe coisas básicas como a camisinha, somado ao fato de Sauron ser um gênio, a igreja em algum ponto da historia traria Sauron para o “correto”. Mas isto talvez acontecesse apenas no Retorno do Rei.


Mas não seria de todo o mal, com tantas viagens e com tanta sabedoria Gandalf conheceria acima de tudo os pequenos padres das comunidades pobres. Esses seriam os de mais valia e os que mais ajudariam apesar na enorme pressão exercida pelos cardeais poderosos e corruptíveis. Sendo que talvez houvesse algum bispo ou Prior que mantivesse os seus valores.


Mudando um pouco a linha de raciocínio falarei um pouco dos povos. O adendo principal seria sobre os anões. Lendo o livro aprendi a respeitar muito o povo da montanha, Gimli é um gênio na sua ignorância.


Lembrando de Silmarillion posso dizer que este povo é em especial parecido com ingleses (pelo menos da literatura), moldando as leis aos seus próprios benefícios. Da mesma forma que os ingleses criaram a religião Protestante para poder agir a seu bel prazer e casar seu Rei varias vezes, conforme necessidade, sem ser punido por Roma que não concordava com os casamentos de Henrique.


Esta foi exatamente a atitude dos Anões quando roubaram e mataram um Rei élfico porque diziam que as jóias compradas eram na verdade emprestadas. Mas está explicação vou ficar devendo.


Baseado principalmente nesta atitude historia cravo que os anões são Protestantes. E sendo assim os Elfos são pagãos! Ma Oe. E divididos entre Druidas, Wiccas e afins.


Portanto os humanos (como sempre) ficaram com a bucha do vilanismo que estou apresentando. Nem tanto pela igreja católica, mas pela raça humana.


Os hobbits seriam indecisos não louvando nem a natureza e nem um Deus especifico. Viveriam preguiçosamente como está raça sempre demonstrou viver.


Por nas obras de Tolkien sempre haver uma rixa enorme entre elfos e anões e mesmo assim terem sido superadas por Legolas e Gimli as religiões não influenciariam tanto na trama dos dois.


Voltando a trama...


A primeira parte da viagem até Grã Cava seria mais complicada por eternos entraves proporcionados pela sociedade dominada pelos padres e afins. Depois de atravessaram a floresta e encontrarem Tom Bobadil, o ateu, seu próprio senhor e que não liga para o anel, nem para o graal, chegariam a terra dos Druidas sendo o líder Elrond.


O velho de alma e jovem de corpo Elrond faria seus discursos dizendo que não há lado certo e sim vários pontos de vista. Mas claro, cantando e poetizando.


Lá a sociedade se faria e as religiões se encontrariam. Quatro hobbits sem escolha, um Mago Espírita, pois de Gandalf é o que mais se aproxima, o pagão Legolas, Protestante Gimli, os Antigos Catolicos Boromir e Aragorn (esses são católicos arcaicos).


Até Caradhras o caminho e a historia não teria significativas mudanças, pois há um vazio e a religião age especialmente sobre as pessoas e não sob a verdade da natureza.


Ali entrariam em Moria e na escuridão da montanha os perigos que passariam seria o suficiente para mostrar que a religião correta é a bondade. Perderiam Gandalf o Espírita Cinzento.


Uma nota importante a dizer é sobre as portas de Moura. Ao invés do martelo e da bigorna, e das arvores élficas um crucifixo com Jesus sangrando. E as palavras seriam não em élfico e sim em latim.


Aliás, Élfico seria completamente substituído por Latim.


As entradas de Khazad-dum teriam capelas e nas montanhas não seriam aberturas de ar, mas seria cheia de Vitrais com imagens bíblicas.


Lá encontrariam os Orcs, fiéis a religião escura e o Balrog daria fim a Gandalf. Na corrida para Lothorien seriam interpelados novamente por pagãs, mas de uma ordem diferente e mais bela.


Galadriel e Celeborn seriam daqueles que realizam rituais (talvez sexuais) e o povo de Lothorien é como é, simplistas e maravilhosos.


Acho que o ambiente político-religioso não seria tão forte. Em Lothorien teriam a tranqüilidade para deixar as religiões de lado. No Maximo...haveria pequenas discussões entre Gimli e os Elfos, mas tudo abrandado pela cortesia da hospedagem.


O caminho até a separação da sociedade é novamente marcado por um enorme caminho de solidão. Mas quando a sociedade de quebra as religiões voltam a tona novamente. Boromir por seu ato de amedrontar Frodo acaba dando fama também a Aragorn causando além da racha de Sam e Frodo para com os outros, mas entre Aragorn e Boromir e Legolas e Gimli. Basta saber se a busca por Pimpin e Mery seria maior que as desavenças.


Final da Primeira Parte.


Durante toda está analise boba eu não mudei os rumos da historia para podermos analisar o que aconteceria em cada parte conhecida. Pois se houvesse alterações a historia seria tão outra que não mais senhor dos anéis.


R. Artur 02/12

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pandemônio ou AVida, AMorte E OPoder







AVIDA, AMORTE E O PODER
Pandemônio.

Hoje vou falar sobre a maior das minhas historias. Não no sentido de qualidade ou significância, mas quantidade mesmo. Algo que sempre me incomodou foi a minha completa falta de habilidade para criar historias grandes. Passei por mais de um inicio promissor, mas que logo em seguida ou se tornava vazio ou sem importância. Está historia veio para modificar isto tudo.


Era para ser um conto “grande”, talvez dez ou quinze folhas narrando apenas à vida da personagem que é uma devassa. Monique, a protagonista é sórdida e se entrega a uma vida fácil, mas ao mesmo tempo é vitima e se agarra nas poucas esperanças que tem.
Soma-se a isso uma de minhas obsessões: A boemia do século XIX. Principalmente pela vida decadente que poetas e pintores levavam em Paris na Belle Époque. Portanto nasceu aos poucos um grande diário da Srta Monique.



Este tipo de enredo é adjacente da minha historia mais amada, O Poeta de Saint Clarice.
AVIDA, AMORTE E OPODER ou PANDEMÔNIO é e sempre foi, nasceu para ser e continua sendo a segunda historia na minha vida boemia. O Poeta é com certeza minha maior paixão e isso tem um motivo muito obvio.



O Poeta é uma obra compacta, sem separações e que cada personagem tem uma complexa rede de inspirações e alterações de caráter. Já AVIDA é uma obra dividida em três partes bem distintas. Uma dessas fortes fronteiras é o tipo de narrativa, sendo a primeira parte um diário, portanto em primeira pessoa, a segunda em terceira com a visão externa acentuada e a terceira ainda sob analise.



A primeira parte tornou-se muito maior do que o esperado, porém já terminou e só precisa de ajustes. A Segunda e maior parte também já está além da metade e muda completamente o cenário.



Deixando para trás o século XIX você se encontra em um mundo completamente novo cheio de criaturas bizarras e novas leis. A Quantidade de novas criaturas é tão grande que sinto um medo terrível de me tornar confuso e mesmo assim os personagens são poucos.



Está segunda parte roda em torno de um ser conhecido como O Grande Desejo, ser místico que é o único que parece acompanhar alguma lógica neste lugar de sonhos caóticos.


Em meio a maldições de mulheres sem braços e esfumaçadas, com salamandras de fogos que não se tocam e um ser com fome de pensamentos, todos eles guiados pelo misterioso Bartolomeu Tartaruga. Este que com Monique divide o protagonismo da historia. O fato curioso é que Bartolomeu é uma Tartaruga e está na historia para substituir o anjo da guarda de Monique que é “morto” por uma Criatura nefasta.



O ambiente desta segunda parte, apesar de um mundo hiper colorido, é tão lúgubre quanto a primeira, mas a intensidade é maior, emprestando angustia a torto e a direito aos personagens inseguros e instáveis.



Está historia que já se encontra muito, muito, muito grande está estacionada, pois preciso estudar algumas referencias para dar continuidade com qualidade, porém todos os conceitos principais já estão formados e há tantas respostas quanto perguntas. Realmente não sei se está minha primeira historia “grande” vai ficar boa, mas com certeza estou muito feliz por ter conseguido finalmente a fazer.



Isto me dá muita esperança de escrever com sucesso O Poeta de Saint Clarice e também A Terra Fantástica que são meus principais amores.
Por hora é essa a resenha, muito obrigado por me acompanhar.
Tixau.




Ramon Artur
05/11/10